Activista Shepard Fairey traz “Printed Matters” a Lisboa Favorite 

Practitioner: 

Date: 

Jul 21 2017

Location: 

Lisbon

O artista norte-americano Shepard Fairey inaugura esta sexta-feira, em Lisboa, “Printed Matters”, exposição que mostra sobretudo peças impressas, técnica que crê “não ter os dias contados”, e cujo conteúdo activista gostava de ver mais vezes nas Artes Visuais.

“Printed Matters” é parte de uma série contínua de exposições que é também o nome do projecto que iniciou em 2010, tendo sido apresentado pela primeira vez em Los Angeles, e que chega à galeria Underdogs. Em cada exposição, o artista vai acrescentando obras inéditas.

Os trabalhos expostos são sobretudo impressões em madeira, papel e metal, mas há também ‘stencils’, que Shepard Fairey usou para pintar nas ruas e que, quando começam “a ficar frágeis”, são reformados “como objectos de arte em molduras”. Em comum têm as cores utilizadas - vermelho, preto, dourado e creme, que o norte-americano começou a usar “por uma questão prática”, embora haja uma série de trabalhos em azul, criados para a exposição "Earth Crisis" ("Crise da Terra") – e o teor activista.

No âmbito da exposição, Shepard Fairey criou três murais em Lisboa. Um deles, na rua Senhora da Glória, é uma colaboração com Vhils.

“A minha parte do mural, metade do rosto de uma mulher muçulmana, é baseada numa série que fiz chamada ‘Universal Personhood’. Em vários países muçulmanos a mulher não era considerada uma pessoa completa até há pouco tempo, era três quintos de pessoa. A isso juntas que, no mundo ocidental, se acha que se deve ter receio dos árabes e que estes contam como menos. Quero ver ‘Universal Personhood’ [personalidade universal] para todas as mulheres no mundo, independentemente de que zona são, de que religião”, explicou.

Nos outros dois murais surgem figuras fardadas, com armas na mão de onde saem flores - no da rua Natália Correia, na Graça, uma mulher, e na rua José Gomes Ferreira, às Amoreiras, um homem.

Em Lisboa, será possível ver ao vivo, e de forma gratuita, esses trabalhos, entre hoje e 31 de Julho e de 1 a 23 de Setembro. Já os murais pertencem agora à cidade e não têm data prevista para desaparecer.

Com a arte que cria, Shepard Fairey tenta “constantemente dar um empurrão” ao que considera serem “ideias progressistas” e também de como “é importante olhar para as questões e aprender sobre elas”.

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